Segurança Digital

IA na Cibersegurança: Riscos, Oportunidades e a Importância da Formação

Segundo um relatório da Darktrace, 64% das empresas investiam em IA para cibersegurança, mas só 11% reforçavam as equipas — o risco está na falta de formação.

12 de março de 2025·2 min de leitura
IA na Cibersegurança: Riscos, Oportunidades e a Importância da Formação

Em março de 2025, a inteligência artificial já era uma peça central na cibersegurança — mas não só do lado de quem defende. Os mesmos avanços que ajudavam empresas a detetar ameaças mais depressa estavam também a ser usados por cibercriminosos para criar ataques mais sofisticados e mais difíceis de identificar do que os métodos tradicionais.

O que o relatório da Darktrace revelava

Segundo o relatório State of AI Cybersecurity 2025, da Darktrace, uma grande parte das empresas ainda não estava preparada para enfrentar estas novas ameaças. Quase metade das organizações admitia não ter confiança na sua própria capacidade de lidar com ciberataques potenciados por IA — e a falta de conhecimento sobre as tecnologias envolvidas continuava a ser um obstáculo crítico, mais do que a falta de orçamento ou de ferramentas.

Um dado particularmente revelador: 64% das empresas estavam a focar-se na implementação de IA na cibersegurança, mas apenas 11% planeavam reforçar as suas equipas para o efeito. Ou seja, a maioria estava a investir em tecnologia sem investir, na mesma proporção, nas pessoas que a teriam de operar.

Por que isto é um problema de formação, não só de ferramentas

Comprar uma ferramenta de IA para cibersegurança não resolve nada por si só. A formação torna-se essencial em pelo menos três frentes: compreender as tecnologias disponíveis — saber distinguir IA generativa de IA preditiva, por exemplo, é fundamental para decidir onde investir; maximizar o valor do que já foi comprado — equipas bem preparadas detetam e respondem a incidentes com muito mais eficácia do que a mesma ferramenta nas mãos de quem nunca a configurou corretamente; e evitar erros que criam vulnerabilidades novas — uma ferramenta de IA mal configurada pode, paradoxalmente, expor uma empresa a mais risco, não menos.

Esta lacuna entre investir em tecnologia e investir em competências não é exclusiva da cibersegurança — é um padrão que se repete em praticamente todas as áreas onde a IA está a entrar nas empresas, e é um dos temas que aprofundamos em literacia de IA nas empresas.

O que fica, passado o momento do relatório

O essencial deste alerta continua tão válido hoje como em 2025: as empresas que não investirem no conhecimento das suas equipas vão ficar mais expostas a riscos, independentemente de quanta tecnologia comprarem. Vale a pena complementar este tema com práticas concretas do lado da proteção de dados em como as empresas podem usar IA na proteção de dados, e com hábitos básicos, mas frequentemente ignorados, como como usar IA com segurança nas empresas.

Se quer preparar a sua equipa antes de o problema aparecer, e não depois, comece por perceber como escolher um curso de IA adequado à sua realidade, ou explore diretamente a cursos da SuperHumano Academy e o catálogo de cursos da SuperHumano Academy.

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