Template mental para criar a política de uso de IA da sua empresa: o que incluir, o que evitar e como fazê-la ser realmente seguida.
A sua empresa precisa de uma política de IA. Não porque fica bem no compliance — mas porque neste momento os seus colaboradores já usam IA (com ou sem autorização) e estão a tomar decisões diárias sobre dados e qualidade sem qualquer orientação. Uma boa política não é um manual de 40 páginas que ninguém lê; é uma página que toda a gente consegue seguir. Eis como a criar.
Quatro perguntas, e apenas estas:
Tudo o resto é elaboração destas quatro. Se a política não responde a alguma delas em linguagem clara, está incompleta; se responde a muito mais, está inchada.
Uma frase de tom: "Encorajamos o uso de IA para trabalhar melhor, dentro de regras claras de segurança e qualidade." Políticas que abrem com proibições geram shadow AI; políticas que abrem com permissão condicionada geram adesão.
Lista explícita (ex.: ChatGPT Team da empresa, Copilot, NotebookLM em conta corporativa) + a regra para o resto: "outras ferramentas exigem aprovação de [quem] — pedidos respondidos em [prazo]". O prazo importa: aprovações que demoram semanas ressuscitam o uso clandestino.
Uma lista vermelha concreta, com exemplos:
Quando se declara o uso de IA (ex.: conteúdo para clientes, candidaturas, chatbots) — alinhado com o IA Act.
Nome ou canal concreto. E crucial: reportar um erro ou incidente não dá castigo — a política que pune quem reporta garante que nunca mais sabe de nada.
Uma página, duas semanas, e a empresa passa de "cada um faz o que calha" para "todos sabem as regras". Poucas horas de trabalho renderam tanto compliance — e tanta produtividade desbloqueada — como estas.
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