IA no Trabalho

Inteligência Artificial Nos Óscares 2025

De efeitos visuais em The Creator a ajustes de pronúncia em O Brutalista: como a IA já estava presente em filmes nomeados para Óscar, e o debate que isso gerou.

3 de março de 2025·2 min de leitura
Inteligência Artificial Nos Óscares 2025

Os Óscares de 2025 trouxeram, para além dos prémios habituais, um debate que já vinha a ganhar força na indústria do cinema: até que ponto a inteligência artificial deveria ter um papel — reconhecido ou discreto — na criação de obras candidatas aos prémios mais prestigiados do setor. Não era a primeira vez que o tema surgia, mas nesse ano tornou-se difícil de ignorar.

Onde a IA já estava a entrar no processo criativo

A presença da inteligência artificial fez-se sentir em várias frentes da produção cinematográfica desse ano. Em The Creator, ferramentas baseadas em IA foram essenciais para construir de forma mais eficiente o universo futurista do filme, permitindo criar cenas complexas com equipas e orçamentos mais reduzidos do que exigiria o método tradicional. Em O Brutalista, a tecnologia foi usada para ajustar digitalmente a pronúncia dos atores, um uso mais subtil mas igualmente revelador de como a pós-produção já incorporava IA como ferramenta corrente. E, segundo relatos da altura, alguns argumentistas recorriam a modelos de linguagem para gerar ideias iniciais ou estruturar guiões antes da escrita "a sério" começar.

O debate que isto não resolveu

A utilização de IA em produções nomeadas, incluindo filmes como Emília Pérez, reacendeu uma discussão que a indústria criativa em geral ainda não tinha — e continua sem ter — totalmente resolvida: onde termina a ferramenta e onde começa a autoria? Um efeito visual gerado com apoio de IA é menos "criativo" do que um feito à mão? Uma voz ajustada digitalmente compromete a integridade de uma interpretação premiada?

Não há resposta simples, e provavelmente não deveria haver — o cinema já absorveu, ao longo de décadas, tecnologias que na sua altura levantaram exatamente as mesmas perguntas, da montagem digital aos efeitos gerados por computador. A diferença, desta vez, é a velocidade a que a ferramenta evolui e a escala a que se torna acessível a produções de menor orçamento.

Porque isto interessa a quem não trabalha em cinema

O mesmo tipo de ferramenta de geração de imagem e vídeo que ajudou a construir efeitos visuais de um filme nomeado para Óscares está, hoje, ao alcance de qualquer empresa para criar conteúdo visual de marketing ou apresentações — vale a pena explorar isso em geração de imagens no ChatGPT. E à medida que estas ferramentas se tornam mais convincentes, também se torna mais importante saber identificar o que é sintético — um tema que aprofundamos em como usar IA com segurança nas empresas.

Se tem curiosidade em perceber melhor o que está por trás destas ferramentas, o nosso guia sobre o que é IA generativa é um bom ponto de partida, assim como o IAteca, o nosso diretório de apps de IA, onde pode explorar ferramentas de criação visual por conta própria. E para quem se pergunta que profissões — incluindo criativas — vão mudar mais com isto, escrevemos sobre literacia de IA nas empresas.

Plataforma Portuguesa

Desenvolvida e gerida em Portugal.

Dados Protegidos

Infraestrutura europeia com encriptação SSL.

Conformidade RGPD

Respeitamos as normas europeias de privacidade.

Pagamentos seguros

Processados pela Stripe, com os dados do cartão fora dos nossos servidores.

VisaMastercardApple PayGoogle PayPayPalStripe Link
Pagamentos processados com segurança porStripe