Ferramentas de IA

ChatGPT entra no governo dos EUA

A OpenAI lançou o ChatGPT Gov, uma versão feita para agências dos EUA com mais segurança de dados, e o que isto significa para o setor público adotar IA.

3 de fevereiro de 2025·2 min de leitura
ChatGPT entra no governo dos EUA

Em fevereiro de 2025, a OpenAI lançou o ChatGPT Gov, uma versão do seu modelo desenvolvida especificamente para agências governamentais dos Estados Unidos. O objetivo declarado era claro: mais segurança, conformidade e eficiência na utilização de inteligência artificial no setor público — uma área historicamente mais lenta a adotar tecnologia, dada a sensibilidade dos dados que maneja e o escrutínio regulatório a que está sujeita.

Esta versão mantinha todo o desempenho do ChatGPT "normal", mas com proteção reforçada para dados sensíveis, permitindo que organismos públicos automatizassem tarefas, analisassem dados e melhorassem a comunicação interna sem comprometer a segurança da informação. Outro destaque era a integração com o Microsoft 365 e outras plataformas já usadas pelas administrações públicas, o que tornava a adoção mais simples e menos disruptiva.

Entre os pontos fortes anunciados estavam a segurança reforçada para uso em agências governamentais, a compatibilidade com o Microsoft 365 — facilitando a implementação sem grandes mudanças de ferramentas — e a automação e análise de dados para ganhos de eficiência em processos habitualmente lentos e burocráticos.

Porque é que o setor público precisa de uma versão à parte

Faz sentido que uma organização como a OpenAI lance uma versão dedicada ao setor público: governos lidam com dados de cidadãos, informação classificada e processos que exigem auditoria e responsabilização — exigências muito diferentes das de um utilizador individual ou mesmo de uma empresa privada comum. É por isso que qualquer adoção de IA no setor público (ou em qualquer organização que lide com dados sensíveis) tem de andar de mãos dadas com boas práticas de segurança no uso de IA e com um entendimento claro das obrigações do RGPD aplicado à inteligência artificial.

Este movimento também antecipava uma tendência que se viria a confirmar: cada vez mais organizações — públicas e privadas — sentiriam a pressão de regular formalmente o uso de IA, em vez de deixar cada equipa a experimentar por conta própria, um fenómeno que já apelidámos de shadow AI. Com a entrada em vigor progressiva da RGPD e Inteligência Artificial: riscos e boas práticas, as organizações portuguesas — incluindo entidades públicas — passaram a ter obrigações concretas nesta área, muito na linha das perguntas que o artigo original deixava em aberto sobre o que veríamos por cá.

Para quem lidera equipas e quer perceber como preparar a sua organização — pública ou privada — para adotar IA de forma responsável, vale a pena explorar a oferta de formação de IA para empresas da SuperHumano Academy.

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