Como a IA Pode Ser Um Superpoder Para Os Profissionais Do Futuro
Numa conversa com alunos do 12º ano do Colégio Claret, mostrámos como ChatGPT, Perplexity ou Framer ajudam a estudar, criar e preparar o futuro profissional.
Em março de 2025, tive o privilégio de partilhar com os alunos do 12º ano do Colégio Claret uma conversa sobre como a inteligência artificial pode tornar-se a maior aliada de quem está prestes a entrar no mercado de trabalho ou no ensino superior. Não se tratou de discutir robôs a substituir pessoas, mas sim ferramentas capazes de amplificar a nossa capacidade de pensar, criar e resolver problemas — e quem as souber usar bem terá uma vantagem que, hoje, está ao alcance de qualquer pessoa com curiosidade e vontade de experimentar.
Um dos pontos que mais quis desmistificar é a ideia de que a IA é só para “especialistas” em tecnologia. Ferramentas como o ChatGPT, o Perplexity ou o Framer não exigem um curso superior de informática para serem úteis — basta curiosidade e alguma prática. Bem usadas, ajudam a:
- Resumir matéria em minutos e estudar de forma mais eficiente
- Gerar ideias para projetos escolares ou até para um primeiro negócio
- Criar um portefólio mais apelativo para candidaturas e recrutadores
Os profissionais do futuro já estão a testar hoje
A inteligência artificial não vai esperar por ninguém. Os profissionais mais valiosos da próxima década não são necessariamente os mais talentosos tecnicamente — são os que já estão, hoje, a testar, a falhar e a aprender com estas ferramentas, em vez de adiar essa aprendizagem para “quando for preciso”. Isso aplica-se tanto a quem ainda está no secundário como a quem já trabalha há vinte anos: a curva de aprendizagem é semelhante para todos, e começa sempre pela prática.
Foi também isso que ficou mais evidente nessa tarde no Colégio Claret: entre os livros da biblioteca, uma instalação onde o tradicional e o digital se fundiam — uma figura com corpo de manequim e rosto de ecrã, a “recitar” versos de poetisas portuguesas trazidos ao presente pela IA — mostrou aos alunos, de forma quase física, como a tecnologia pode dialogar com a cultura em vez de a substituir. Um agradecimento especial ao Colégio Claret e ao Professor Nuno Sá pelo convite, e sobretudo pelo compromisso em preparar os alunos para liderarem, e não apenas sofrerem, esta transformação digital.
Para quem quer começar da mesma forma simples que propus aos alunos — sem jargão técnico e sem precisar de saber programar — vale a pena explorar como aprender IA sem ser programador, perceber quais são as literacia de IA nas empresas que a IA está a redesenhar e quais as inteligência artificial no trabalho: por onde começar. Ferramentas como o ChatGPT já têm hoje dezenas de casos de uso concretos para profissionais — vale a pena seguir um percurso de aprendizagem estruturado em vez de tentar aprender tudo de uma vez.