DeepSeek, a IA Chinesa que está a chamar a atenção.
Testámos o DeepSeek, o modelo chinês que fez manchetes mundiais, e comparámos com o ChatGPT em qualidade de português, funcionalidades e custo para empresas.
Em finais de janeiro de 2025, testámos o DeepSeek, o modelo de inteligência artificial chinês que, em poucos dias, se tornou um dos temas mais comentados do setor — ao ponto de ter feito manchetes também fora do mundo da tecnologia, com impacto até nos mercados financeiros. A primeira surpresa, ao experimentá-lo, foi a qualidade do português de Portugal: algo que, na altura, nem o Gemini da Google garantia com a mesma consistência.
Em termos de experiência de uso, o DeepSeek aproximava-se bastante do ChatGPT: respostas rápidas, interface simples e um fluxo de trabalho intuitivo. Faltavam-lhe, nessa fase, funcionalidades equivalentes aos Projetos e GPTs Personalizados do ChatGPT Plus — mas era expectável que chegassem em breve, dado o ritmo de evolução do produto.
O verdadeiro trunfo, porém, estava no custo da API: significativamente mais baixo do que o de concorrentes ocidentais, o que o tornava particularmente atrativo para empresas que precisassem de integrar IA em volume, sem disparar a fatura tecnológica.
ChatGPT vs. DeepSeek: o que cada um trazia de melhor
Nessa altura, o ChatGPT continuava à frente em pontos como memória entre conversas — permitindo personalização contínua ao utilizador —, versatilidade para tarefas criativas e técnicas (incluindo geração de imagens, vídeo e programação) e uma compreensão contextual muito sólida em vários idiomas.
O DeepSeek, por seu lado, destacava-se por trazer funcionalidades avançadas mesmo na versão gratuita — como pesquisa na web e raciocínio passo a passo —, boa capacidade de extrair texto de imagens e documentos, e uma arquitetura mais leve, com respostas rápidas e custos reduzidos para uso empresarial.
Porque é que isto interessa a quem gere um negócio
Independentemente de qual "vence" numa comparação direta, o episódio DeepSeek deixou uma lição importante para quem decide que ferramentas de IA adotar numa empresa: vale sempre a pena ferramentas de IA mais úteis para produtividade uma ferramenta, olhando não só para a qualidade das respostas, mas também para custo, origem dos dados, política de privacidade e onde a informação é processada — questões que ganham peso redobrado quando o fornecedor está sujeito a um enquadramento legal diferente do europeu.
Esta corrida entre modelos concorrentes só se intensificou desde então. Hoje há bem mais opções válidas do que havia em 2025, e escolher a ferramenta certa passa por perceber as diferenças reais entre elas — como já fizemos, por exemplo, a comparar o Claude com o ChatGPT, o Copilot com o ChatGPT ou o Claude vs ChatGPT: qual faz mais sentido no trabalho. Para quem quer ir além da teoria e experimentar estas ferramentas na prática, os cursos interativos da SuperHumano Academy são um bom ponto de partida.