Testámos o Método do Presidente da OpenAI para Criar Prompts Perfeitos
Testámos o framework de Greg Brockman, da OpenAI, com um exemplo real de marketing: clareza, contexto, estrutura e iteração fazem toda a diferença nos prompts.
Em fevereiro de 2025 pusemos à prova um framework de Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI, para escrever prompts que realmente funcionam. A pergunta de partida era simples: por que é que a mesma ferramenta de IA dá respostas brilhantes a umas pessoas e respostas medíocres a outras? A resposta, como sempre, estava na pergunta — não na máquina.
O que testámos
Comparámos dois prompts sobre o mesmo tema — marketing digital para um negócio de produtos vegetarianos. O primeiro, vago ("fala-me sobre marketing em 2025 para produtos vegetarianos"), devolveu uma resposta genérica, do tipo que se aplica a qualquer negócio e por isso não serve nenhum em particular. O segundo, específico — a definir público-alvo, valores da marca e formato de resposta pretendido — devolveu uma análise concreta, com exemplos de estratégias de redes sociais, parcerias com criadores de conteúdo e ideias de storytelling aplicáveis de imediato.
A conclusão não é original, mas vale sempre a pena repetir: a IA é tão boa quanto as instruções que recebe.
Os quatro pilares do framework
1. Clareza. Trocar perguntas abertas ("como posso melhorar o meu negócio?") por pedidos específicos ("que estratégias aumentam as vendas online de uma loja de roupa sustentável em Portugal?") muda imediatamente a qualidade da resposta.
2. Contexto. A IA não adivinha o que não lhe é dito. Descrever a equipa, o setor ou as restrições reais do problema — por exemplo, "a minha equipa é remota" — traz de volta ferramentas e recomendações que fazem sentido para essa realidade, em vez de conselhos genéricos.
3. Estrutura. Um prompt organizado por etapas gera uma resposta organizada por etapas. Pedir um guia passo a passo em vez de "explica-me isto" costuma poupar uma segunda ronda de perguntas.
4. Iteração. Talvez o pilar mais subestimado: nenhum prompt fica perfeito à primeira. Quando a resposta não serve, o problema normalmente não é a IA — é a instrução que lhe demos. Reformular, acrescentar um detalhe, pedir outro ângulo: é assim que se chega a respostas verdadeiramente úteis.
Para levar à prática
Este tipo de framework só rende quando se transforma em hábito de equipa, não em curiosidade isolada. Escrevemos sobre isso com mais detalhe em como escrever prompts melhores e propomos uma abordagem mais estruturada em a fórmula DCPT para prompts consistentes. Se procura exemplos práticos consoante a sua função, vale a pena consultar prompts para profissionais, por função.
Para equipas que quiserem manter estes ganhos e não reinventar a roda a cada nova conversa, recomendamos criar uma como escrever prompts melhores sem complicar partilhada, e configurar prompts para profissionais: exemplos por função para que o contexto certo esteja sempre presente, sem ter de o repetir prompt a prompt.