IA no Trabalho

A Inteligência Artificial nos Smartphones: Da Primeira Geração ao iPhone 16

Da Siri de 2011 ao chip A18 Pro do iPhone 16: a história de como a IA se foi infiltrando nas câmaras, assistentes e reconhecimento facial dos telemóveis.

21 de fevereiro de 2025·2 min de leitura
A Inteligência Artificial nos Smartphones: Da Primeira Geração ao iPhone 16

Em fevereiro de 2025, olhar para trás na história da IA nos smartphones era quase olhar para uma linha do tempo comprimida da própria evolução da inteligência artificial. O iPhone 16, lançado poucos meses antes com o seu chip A18 Pro, era apenas o capítulo mais recente de uma história que começou muito antes de "IA" se tornar palavra da moda.

Quando os telemóveis aprenderam a "ouvir"

Tudo começou em 2011, com o Siri no iPhone 4S. Pela primeira vez, era possível falar com o telemóvel e obter uma resposta — ainda que limitada a marcar alarmes, enviar mensagens ou fazer chamadas. Parece pouco, visto de hoje, mas na altura foi um salto genuíno: o primeiro assistente pessoal de bolso ao alcance do consumidor comum.

Fotos melhores, sugestões mais espertas

Depois dos assistentes de voz, a IA infiltrou-se noutras áreas do dia a dia. A fotografia foi das primeiras a beneficiar: aparelhos como o Google Pixel e o iPhone 8 passaram a usar IA para ajustar automaticamente brilho, foco e saturação, produzindo fotos consistentes mesmo nas mãos de quem nunca aprendeu fotografia. Em paralelo, assistentes como o Google Assistant e a Siri começaram a aprender com o uso: sugestões de apps, rotas mais rápidas, lembretes que pareciam adivinhar a próxima necessidade.

Machine learning, realidade aumentada — e o iPhone 16

Os anos seguintes trouxeram um salto de outra ordem, com chips dedicados a machine learning — o A11 Bionic do iPhone X foi um marco — a permitir que o telemóvel aprendesse com os hábitos do utilizador diretamente no aparelho. A realidade aumentada seguiu o mesmo caminho, com a IA a tornar possíveis experiências como jogos que reagem ao ambiente real ou apps que simulam mobiliário na sala antes de qualquer compra.

O iPhone 16 e o seu chip A18 Pro representavam, nessa altura, o estado da arte desta linha evolutiva: câmara que ajusta definições em condições difíceis de luz, uma Siri capaz de perceber comandos mais complexos, e reconhecimento facial e deteção de ameaças mais robustos para segurança do dispositivo.

O que fica desta história

O padrão repete-se em cada geração: uma capacidade nova entra discretamente no telemóvel, torna-se invisível ao fim de pouco tempo, e passamos a dar como garantido algo que há uma década seria ficção científica. Vale a pena olhar com a mesma curiosidade para as ferramentas de IA que usamos fora do telemóvel, no trabalho — desde ferramentas de IA para produtividade até perceber, de forma simples, o que é IA generativa e como aplicá-la.

Se lhe interessa continuar a acompanhar novidades semana a semana, a SuperHumano Academy mantém uma app de IA da semana, testada e comentada com regularidade. E para quem quer explorar por conta própria, o IAteca reúne um diretório de apps de IA organizado por categoria — vale a pena visitar antes de decidir qual instalar a seguir.

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